O processo de licenciamento ambiental no Brasil é todo viciado. A opinião é do biólogo e ecologista Paulo Brack, palestrante da Terça Ecológica sobre licenciamento de hidrelétricas (veja post anterior), realizada na noite passada (28/09) pelo Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul.
Concordo com o Paulo, pois as empresas de consultoria contratadas para elaborar os estudos e relatórios de impacto ambiental são pagas pelos próprios empreendedores. Se alguém souber de algum EIA/Rima que apontou a inviabilidade de algum empreendimento que me informe, pois até hoje nunca ouvi falar de um caso assim.
O que fazer então? Paulo Brack acredita que uma saída seria um conselho contratar as consultorias por licitação e pagar pelos serviços, independente das conclusões, através de um fundo com recursos das empresas. O Consema e o Conama poderiam fazer isso? Paulo acha que do jeito que estão estes conselhos não poderiam assumir a responsabilidade.
Se nada for feito, seguirá a indústria do EIA/Rima fazendo o que der na veneta. E os bons consultores pagando pelos maus.