O processo de licenciamento ambiental no Brasil é todo viciado. A opinião é do biólogo e ecologista Paulo Brack, palestrante da Terça Ecológica sobre licenciamento de hidrelétricas (veja post anterior), realizada na noite passada (28/09) pelo Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul. Continuar lendo Indústria do EIA/Rima
Categoria: Ambientalismo
Paulo Brack questiona novo EIA/Rima da hidrelétrica de Pai Querê no rio Pelotas
O novo EIA/Rima da hidrelétrica de Pai Querê no rio Pelotas, realizado pela Bourscheidt Engenharia e Meio Ambiente, é melhor do que o primeiro, da polêmica Engevix, mas ainda deixa a desejar. A avaliação foi feita na noite passada (28/09) pelo biólogo e ambientalista Paulo Brack, professor do Instituto de Biociências da Ufrgs e integrante da InGá Estudos Ambientais, durante a Terça Ecológica realizada pelo Núcleo de Ecojornalistas do RS. Continuar lendo Paulo Brack questiona novo EIA/Rima da hidrelétrica de Pai Querê no rio Pelotas
Unisinos lança revistas sobre Pantanal e Hidrelétricas no Rio Grande do Sul
O Instituto Humanitas da Unisinos lançou na segunda-feira passada, 27 de setembro, mais uma edição (345) da excelente revista IHU On-line com o tema de capa “Pantanal em alerta”. Há menos de um mês (30/08), foi publicada uma edição especial (341) sobre as “Hidrelétricas no Rio Grande do Sul. Impactos sociais e ambientais”. Vale conferir. Como o próprio nome diz, todas as edições estão disponíveis on-line.
Manifesto contra mina de carvão a céu aberto no Banhado Grande
O Conselho Deliberativo da APA do Banhado Grande analisa na próxima segunda-feira (04/10) o pedido de anuência encaminhado pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) para prosseguir com o processo de licenciamento das empresas Copelmi e Mineração do Sul, do grupo Brazilian Diamonds Limited, que pretendem minerar carvão a céu aberto no Banhado Grande em Viamão (RS). Só depois disso pode ser emitida a Licenção Prévia ao empreendimento. Quem informa é Aurici da Rosa, uma das integrantes do grupo formado no conselho para analisar o assunto. Militante do Grupo Transdisciplinar de Estudos Ambientais Maricá, ela esteve na noite passada na Terça Ecológica promovida pelo Núcleo de Ecojornalistas do RS para divulgar um abaixo assinado contra o empreendimento.
O detetive da poluição
A luta de Flávio Lewgoy contra os resíduos tóxicos da modernidade
Por Roberto Villar Belmonte
Parecia um estádio de futebol. Trezentos funcionários da fábrica de celulose Riocell lotavam o plenário da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, no centro de Porto Alegre, para acompanhar a votação de um relatório do então deputado e jornalista Sérgio Jockymann. Em jogo estava a autorização para duplicar a indústria mais polêmica da região. A “partida” foi no dia 2 de dezembro de 1992, seis meses depois da Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio 92. Os ecologistas entraram em campo com apenas um jogador, o mais preparado da equipe. Era um senhor de óculos, de quase setenta anos, que em 1983 já havia sido condecorado pelos parlamentares gaúchos com a Medalha do Conservacionista. Continuar lendo O detetive da poluição
Código Florestal na revista Science
O jornalista Fábio de Castro informou ontem (14/9) na Agência FAPESP que “se for aprovada em sua forma atual, a revisão do Código Florestal brasileiro, em votação no Congresso Nacional, poderá levar a perdas irreversíveis na biodiversidade tropical, alertam cientistas em carta publicada na edição atual da revista Science”. Leia a matéria completa no link www.agencia.fapesp.br/materia/12763/especiais/revisao-sem-volta.htm .
A primeira baleia a gente não esquece
Encontrei hoje, depois de anos, o José Truda Palazzo Júnior no Plenarinho da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Há tempos queria contar pra ele que no ano passado finalmente vi minha primeira (e única) baleia franca no litoral catarinense. Foi durante uma trilha entre as praias de Garopaba. O mais legal é que ela foi primeiro avistada pelo meu filho João Pedro. Ela se mostrou por inteira. Ficamos tão boquiabertos que quando lembramos de fotografá-la só conseguimos registrar o aceno de adeus que ela nos ofereceu. O pouco que sei sobre as baleias franca e jubarte aprendi com o velho Truda de guerra.

Política ambiental ou biologia política?
Durante o lançamento da Plataforma Ambiental da Fundação SOS Mata Atlântica em Porto Alegre (RS), conversei rapidamente com uma amiga ambientalista que não encontrava há anos sobre o radicalismo. Alguns setores do movimento ecológico ainda acham que é possível construir um desenvolvimento sustentável sem conversar com as grandes empresas, líderes ruralistas e políticos não engajados à causa. Ao invés de política ambiental, praticam uma biologia política, observou minha amiga com um tom de desilusão na voz. Gostei do conceito de biologia política. Preservar e conservar sem concessão. É o oposto de explorar sem limites a natureza. A sustentabilidade, a meu ver, está entre estes dois extremos. Menos radicalismo e pré-conceitos, e mais diálogo e pós-conceitos. De ambos os lados. É assim que atua a Fundação SOS Mata Atlântica. Por isso é uma referência mundial.
Plataforma Ambiental para 3 de outubro
Acompanhei nesta terça-feira, 14 de setembro, o lançamento da Plataforma Ambiental 2010 elaborada pela Fundação SOS Mata Atlântica. O evento, organizado pela jornalista Sílvia Marcuzzo, aconteceu no final da manhã no Plenarinho da Assembléia Legislativa. A principal preocupação dos ecologistas é com o possível (e provável) afrouxamento do Código Florestal. Mas não é a única. Por isso a SOS pretendem, na próxima legislatura, formar uma rede parlamentar verde nas assembléias legislativas dos 17 estados onde sobrevive (mal das pernas) a Mata Atlântica, a exemplo das articulações já existentes na Câmara dos Deputados e nas câmaras de vereadores de diversos municípios brasileiros. Confira o documento, que será lançado nesta quarta-feira em Belo Horizonte (MG), no link www.sosma.org.br .
