Dados copiados, informações sem consistência e alternativas mal explicadas são alguns dos problemas que atrasam a liberação das licenças ambientais
Por Roberto Villar Belmonte
O mesmo “recorta e cola” que tira o sono de muitos professores durante a correção de trabalhos e provas escolares, pasmem, também é um problema corriqueiro na vida dos técnicos responsáveis pela análise dos processos de licenciamento dentro da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), no Rio Grande do Sul.
– Eu já vi dois empreendimentos absolutamente distintos com Estudo de Impacto Ambiental quase idênticos, um que tramitava no departamento de poluição industrial e outro no departamento de infraestrutura e saneamento ambiental. Um era nitidamente cópia do outro, produzido pela mesma empresa de consultoria.
Quem relata é o próprio presidente da Fepam, Carlos Fernando Niedersberg, em entrevista exclusiva concedida ao jornal Extra Classe: “Temos estudos muito precisos com todo cuidado, com toda necessidade de rigor técnico e legislativo, tudo dentro dos conformes, e outros extremamente precários”. (Jornal Extra Classe – Outubro/2011)
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